Elvis Presley - Último Trem Para Memphis

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ISBN: ‎ 6555371218ISBN: ‎ 6555371218Das Buch "Last Train To Memphis" von Peter Guralnick wird als portugisiesche Edition bei "Belas-Letras" mit dem Titel "Elvis Presley - Último Trem Para Memphis" am 02.02.2022 veröffentlicht.

Ankündigung des Verlages:
"Escrevi pela primeira vez sobre Elvis Presley em 1967. Fiz isso porque amava as suas músicas e sentia que seu trabalho era injustamente ridicularizado e desdenhado. Não escrevi sobre filmes, imagem ou popularidade. Escrevi sobre alguém que eu considerava um grande cantor de blues (hoje eu poderia usar o termo “que canta com o coração”, no sentido de que ele cantava todas as músicas de que ele gostava – blues, gospel e até mesmo baladas – sem barreiras ou afetação) e, até onde eu imaginava, tinha a mesma percepção sobre si mesmo. Nesse espírito sem barreiras remeti uma cópia da resenha ao endereço de Elvis, na 3764 Highway 51 South (mais tarde rebatizada Elvis Presley Boulevard), em Memphis, e como resposta recebi um cartão de Natal impresso.

Escrevi sobre ele algumas vezes ao longo dos anos, buscando de uma forma ou de outra salvá-lo tanto de seus detratores quanto de seus admiradores. Meus textos baseavam-se em audições apaixonadas, pesquisas, entrevistas e, é claro, no tipo de especulação que inevitavelmente aplicamos a algo, ou a alguém, por quem nutrimos admiração a uma certa distância. Não me arrependo de nada do que escrevi, mas, olhando para trás, talvez eu pudesse colocar as coisas em melhor perspectiva. Mas não sei se alguma vez pensei no verdadeiro Elvis Presley até o dia em que, ao volante do meu carro, passei pelo velho estúdio Stax, na McLemore Avenue, em South Memphis. Foi em 1983, e eu estava acompanhado de minha amiga Rose Clayton. Natural de Memphis, Rose apontou uma farmácia onde o primo de Elvis trabalhava. Elvis sempre aparecia ali, contou ela. Sentava-se na fonte dos refrigerantes, tamborilava com os dedos no balcão. “Pobrezinho”, murmurou Rose, e algo se ativou em minha cabeça. Não falávamos de “Elvis Presley”, e sim de um garoto sentado junto a uma fonte de refrigerante em South Memphis, alguém que podia ser observado, como você ou eu, sonhando acordado, ouvindo o jukebox, bebendo milk-shake, esperando o primo sair do trabalho. “Pobrezinho.”

Só comecei a me dedicar realmente ao livro vários anos depois, mas foi essa a visão que o sustentou. Quando enfim resolvi escrever o livro, meu objetivo era simples – ao menos me parecia simples no início: manter a história dentro do tempo “real”, permitir que os personagens respirassem livremente seu próprio ar, evitar impor o julgamento de outra época, ou até mesmo os alarmes inevitavelmente acionados quando se olha algo em retrospectiva. Era isso que eu queria fazer. Ao mesmo tempo, permanecer fiel aos meus “personagens” – pessoas que eu tinha conhecido e gostado na vida real em minhas viagens e pesquisas – e sugerir as dimensões de um mundo, o mundo em que Elvis Presley cresceu, o mundo que o moldou e que ele, por sua vez, despercebidamente, havia moldado, com toda a graça e a singeleza da vida cotidiana. Descobrir a realidade daquele mundo foi algo como dar um passo além dos meus próprios limites. O historiador britânico Richard Holmes descreve o biógrafo como “uma espécie de vagabundo sempre batendo na janela da cozinha na ânsia secreta de ser convidado para o jantar”. Supostamente, Holmes faz uma alusão à tentativa do pesquisador de penetrar nos recessos da história, mas poderia muito bem estar descrevendo uma verdade literal. Se eu não conseguisse reconhecer minha condição de forasteiro, se eu não fosse capaz de rir dos contratempos hilários em que me envolvi muitas vezes ao longo desses anos, então me faltaria a humildade necessária para a tarefa. Por outro lado, se eu não fosse ousado o suficiente para pensar que é possível dar sentido ao volume de detalhes aleatórios que compõem uma vida, se eu não me imaginasse capaz de empreender as mais diversas explorações, divagações e saltos transcendentais, eu nem teria começado a contar a história. “Quando se começa a investigar a verdade dos fatos mais simples e aceitos como verdadeiros”, escreveu Leonard Woolf em sua autobiografia, “é o mesmo que sair do chão firme de uma trilha estreita e se embrenhar em um brejo de areia movediça – cada passo é um passo mais fundo no pântano da incerteza.” E é essa incerteza que deve ser tomada como um fato inevitável e o único ponto de partida real.

Para este livro, entrevistei centenas de pessoas que conheceram Elvis em primeira mão. Para meu grande prazer e distração nada casual, descobri mundos dentro dos mundos: o mundo dos quartetos vocais; o espírito pioneiro do rádio pós-Segunda Guerra Mundial; os múltiplos mundos de Memphis (que eu poderia achar que já conhecia); o mundo dos parques de diversões itinerantes, de autoinvenção e autopromoção de onde emergiu o Coronel Thomas A. Parker; os sonhos amadores de uma indústria musical que ainda não tinha se definido; os sonhos grandiosos de uma forma de arte ainda não explorada. Tentei sugerir esses mundos e os homens e mulheres que os povoavam, respeitando os aspectos intricados, complexos e holísticos de sua composição. Mas, claro: apenas sugerir. Quanto ao protagonista, também procurei transmitir a sua complexidade e irredutibilidade. Este é um relato heroico e, em última análise, trágico talvez. Porém – como toda e qualquer vida e personalidade – não é feito de uma só faceta, não se presta a uma única interpretação, nem todos os seus prismas refletem algo que pareça um todo indistinguível. Dizer isso, espero, não é jogar a toalha diante da impossibilidade da tarefa; é apenas abraçar a experiência humana no que ela tem de singular e diversa.

Eu quis contar uma história verdadeira. Quis resgatar Elvis Presley da medonha escravidão do mito, da onda de choque da significação cultural. Se obtive sucesso, imagino, apenas abri o assunto a novos abalos secundários, a novas formas de encapsulamento. Como qualquer biógrafo, eu me detive em certas cenas, imaginei e reimaginei o modo como tudo aconteceu, tudo sempre muito consciente de minhas próprias limitações de perspectiva e das lentes que distorcem a história. Tentei conciliar relatos inconciliáveis e me engajei no tipo de diálogo com meu tema que, nas palavras de Richard Holmes, conduz a “uma relação de confiança” entre biógrafo e biografado. Como Holmes salienta, o que buscamos alcançar, implicitamente, é a confiança. Entretanto, sempre existe a possibilidade de que a confiança seja mal depositada: “A possibilidade de erro”, insiste ele, “é constante em todas as biografias”.

Por isso, eu gostaria de sugerir que este trabalho, como qualquer outro, é um começo, não um fim, um convite à investigação, não uma tentativa de esgotar o assunto. Muito do que se torna história, seja formal ou no simples relato de um episódio à mesa de jantar, baseia-se em abreviação verbal, saltos metafóricos de fé, interpretação dos fatos à mão. Uma coisa deve ficar clara: fatos podem mudar e novas interpretações podem, a qualquer momento, alterar a nossa interpretação. Esta é a minha história de Elvis Presley: não pode ser a história de Elvis Presley. Isso não existe; até mesmo uma autobiografia, ou talvez principalmente uma autobiografia, acima de tudo, representa uma edição dos fatos, uma escolha dos detalhes, uma tentativa de dar sentido aos diversos e arbitrários acontecimentos da vida real. Em suma, nada há de chocante na existência humana, porque, afinal, seja lá o que tenha ocorrido, é simplesmente humano. Se eu tiver sucesso em meu intento, terei dado a leitoras e leitores as ferramentas para criar o seu próprio retrato de um jovem Elvis Presley, a oportunidade de reinventar e reinterpretar, no vasto contexto de um certo tempo e lugar, a juventude de um insólito e notável americano."

Quelle: Verschiedene | ElvisDayByDay.Com

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